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O Nobel da Paz reaviva as esperanças na América

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O Nobel da Paz reaviva as esperanças na América

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A atribuição do Nobel da paz ao actual presidente dos Estados Unidos constituiu uma verdadeira surpresa uma vez que o seu nome não constava na lista dos possiveis laureados.

O anúncio foi efectuado esta manhã em Oslo e justificado como sendo atribuido a um homem que muito se esforça para unir os povos. A decisão da organização visa distinguir o «extraordinário esforço» de Obama no «fortalecimento da diplomacia» e para a cooperação internacional. “Enquanto presidente Obama criou um clima diplomatico multilateral e recentrou o papel da Nações Unidas. Ele previligia o dialogo e as negocições para resolver os conflitos mais dificeis”. A atribuição do prémio mostra como são grandes as expectativas criadas depois de uma série de discursos que marcaram o primeiro ano de governação. Em Abril, num discurso em Praga, Obama lançou um plano para livrar o mundo das armas nucleares, e comprometeu-se a trabalhar globalmente para avançar com este projecto incluindo negociar um novo tratado de redução de arsenais com a Rússia. Em Junho, num discurso no Cairo, Obama disse aos muçulmanos do mundo que extremistas violentos haviam explorado as tensões entre o Islão e o Ocidente, e que os muçulmanos não eram parte do problema, e sim da promoção da paz. No mês passado, Obama fez seu primeiro discurso na Assembleia Geral da ONU onde pressionou líderes mundiais a confrontarem diversos desafios, como a guerra no Afeganistão e os impasses nucleares com o Irão e a Coreia do Norte, em vez de esperarem que os EUA façam tudo sozinhos.