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Acordo entre Arménia e Turquia pode acabar com um século de divisões


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Acordo entre Arménia e Turquia pode acabar com um século de divisões

325 quilómetros de arame farpado delimitam a fronteira entre a Arménia e a Turquia, desde que Ancara fechou as portas há 16 anos. A imagem é sintomática da hostilidade entre os dois povos, que dura há um século e cujo último episódio remonta a 1991, aquando do desmembramento da URSS.

A Arménia e o Azerbaijão proclamaram a independência. O enclave de Nagorno-Karabakh também. Segue-se uma guerra sangrenta no enclave. Os separatistas defendem a integração na Arménia. Em resposta, e em apoio ao aliado Azerbaijão, a Turquia fecha a fronteira com a Arménia em 1993. Um ano depois, é assinado o cessar-fogo sob o olhar atento de Moscovo, sem que o litígio fique resolvido. Este sábado, a Turquia e a Arménia assinaram um acordo para normalizar as relações entre os dois países e reabrir a fronteira comum. A assinatura esteve por um fio e foram precisas três horas de negociações suplementares para salvar o acordo. Do lado turco, o maior entrave à aprovação é a questão de Nagorno-Karabakh, que não figura no documento. Ancara exige a retirada das tropas arménias do enclave. “Enquanto a Arménia não se retirar dos territórios que ocupa no Azerbaijão , a Turquia não vai ter uma atitude positiva em relação a este assunto”, declarou o primeiro-ministro Tayyip Erdogan, um dia depois da assinatura. Do lado arménio, o acordo assinado em Zurique não reconhece o massacre de um milhão e meio de pessoas, perpetrado pelo Império Otomano, durante a I Guerra Mundial. Apenas está prevista uma comissão de historiadores para estudar se se tratou efectivamente de um genocídio. Os obstáculos são significativos dos dois lados, mas ambos os países podem sair vencedores com a ratificação do acordo. Ancara ganha em credibilidade face à União Europeia e a Arménia rompe finalmente com o seu isolamento.

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