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Acidente áereo na Córsega: experiência e sangue-frio do piloto permitiu evitar a tragédia

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Acidente áereo na Córsega: experiência e sangue-frio do piloto permitiu evitar a tragédia

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Os sobreviventes do acidente aéreo com um Cessna 210 ao largo da Córsega descrevem um salvamento “milagroso”.

Mas o sangue-frio e a experiência do piloto e das equipas de resgate foram essenciais para obter um final feliz. O motor da avioneta parou de repente uma hora depois de descolar e o piloto de 36 anos – que trabalha para a Air France – diz ter combatido o medo, seguindo rigorosamente os procedimentos de amaragem. Clément Zylberberg explica que geriu “o aparelho, a trajectória e as mensagens de rádio, enquanto a companheira – que é hospedeira de bordo – se ocupou dos passageiros. Equipou-os com os coletes salva-vidas, dizendo-lhes que não deviam insuflá-los antes de sairem do avião. Deu todas as indicações e explicou-lhes a posição de segurança para o impacto, que foi violento. A água entrou pelas portas, que estavam entreabertas. Quando a pressão ficou equilibrada, foi possível abrir as portas e sair para a superfície”. O Cessna fazia ontem a ligação entre Propriano e Cannes, no Sul de França, quando se registou o incidente, ainda perto da Córsega, ao largo da baía de Porto. O piloto e os cinco ocupantes foram resgatados depois de mais de seis horas num mar bastante agitado que, juntamente com a noite, dificultou as buscas. Recuperados dos sintomas de hipotermia, os sobreviventes reconheceram o trabalho exemplar tanto do piloto como de todas as equipas de socorro envolvidas.