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Novo paradigma russo-americano

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Novo paradigma russo-americano

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Partir do zero, para cooperar nos dossiers escaldantes da política internacional. Washington quer um novo quadro de relações com Moscovo. E a secretária de Estado, Hillary Clinton, usou todo o charme, ao ponto do seu homólogo russo, Sergei Lavrov, confesar que têm uma maravilhosa relação pessoal. Acabaram as tensões que teve com Consolezza Rice.

Depois da chegada de Barack Obama, Washington multiplicou gestos para associar Moscovo às prioridades da sua política externa. Os americanos abandonaram o projecto de detecção de misseis, que a administração Bush queria instalar na Polónia e na República Checa. Reduzindo os factores de tensão, Washington espera obter, em troca, o apoio de Moscovo para o dossier Irão. Este domingo, Hillary Clinton colocou mais pressão, sobre o regime de Teerão: “Nós falamos a uma só voz e enviamos uma clara mensagem ao Irão. A comunidade internacional não vai esperar indefinidamente para se assegurar que o Irão quer cumprir as suas obrigações internacionais”. O cerco aperta-se um pouco à volta do Irão, depois da publicaçãop, em Setembro, de uma foto satélite, de uma estaçao de enriquecimento de urânio, mantida em segredo por Teerão. Depois desta revelação, a Rússia que tradicionalmente se tem oposto às sanções, deu um sinal de mudança. O presidente, Dmitri Medvedev disse, pela primeira vez, em Nova York, que as sanções, por vezes, não inevitáveis. Espera-se, por tudo isto, que a Rússia e os Estados Unidos se entendam, em relação ao seu próprio desarmamento nuclear. O Tratato Start expira a 5 de Dezembro. Espera-se uma nova geração do tratado, mais ambiciosa. Moscovo queria incluir a limitação dos meios de circulação de ogivas nucleares e misseis, bombardeiros e submarinos.