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Piratas somalis exigem libertação de colegas capturados

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Piratas somalis exigem libertação de colegas capturados

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Foram interrogados hoje em Madrid os dois piratas somalis capturados pela Marinha espanhola ao largo da costa somali.

Os dois homens foram detidos dois dias depois do sequestro do atuneiro Alakrana, com 36 tripulantes. O juiz Baltazar Garzón acusou-os de «associação ilegal», que poderá ser qualificada de terrorista, e de 36 delitos de «detenção ilegal», um por cada tripulante a bordo. A ministra espanhola de Defesa, Carme Chacon, garante que o processo seguirá o seu curso normal independentemente das exigências dos restantes piratas que mantém reféns os tripulantes do Alakrana. Os piratas que detêm o Alakrana exigem a libertação dos elementos que estão a ser julgados em Madrid como condição para darem início às negociações. O Alakrana está atracado perto do bastião pirata de Harardere, vigiado de perto por duas fragatas da Marinha espanhola e francesa. As autoridades francesas entregaram ontem às autoridades de Puntland, no nordeste da Somália, cinco piratas que atacaram por erro há uma semana um navio de guerra. Segundo a ONG Ecoterra Internacional, os piratas somalis ainda detêm quatro navios estrangeiros e 134 marinheiros. Desde o início de 2009 já atacaram 172 navios, dos quais nove eram navios militares abordados por engano.