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Queda do Governo lança Roménia na incerteza em plena recessão e nas vésperas das presidenciais

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Queda do Governo lança Roménia na incerteza em plena recessão e nas vésperas das presidenciais

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A moção de censura da oposição romena fez cair o Governo de centro-direita, mergulhando o país na incerteza, em plena recessão e a um mês e meio das presidenciais.

Os opositores acusam o primeiro-ministro Emil Boc de lançar a Roménia numa “tripla crise: económica, social e moral”. É a primeira vez, desde 1990, que uma moção de censura derruba o executivo, minoritário desde Outubro com a saída dos sociais-democratas, em protesto pelo afastamento de um ministro. Boc diz que o Governo “perdeu a batalha, mas não a guerra. Os liberal democratas continuarão comprometidos com os mesmos princípios: promoção da Justiça, da honestidade e do senso comum na utilização dos fundos públicos, tanto no que diz respeito a salários como a pensões”. O presidente romeno Traian Basescu vai consultar todos os partidos antes de nomear um primeiro-ministro. Os analistas acreditam que a crise política só será ultrapassada depois da segunda volta das presidenciais, a 6 de Dezembro. A restruturação do sistema de pensões – que incluía o aumento da idade de reforma para 65 anos – é uma das principais medidas que Bucareste precisa de implementar para reduzir a despesa pública. As iniciativas draconianas respondem às exigências do acordo com o Banco Mundial, a União Europeia e sobretudo o Fundo Monetário Internacional para obter um empréstimo de 20 mil milhões de euros para fazer face à recessão. Nos últimos meses, milhares de funcionários públicos romenos têm saído regularmente à rua para protestar contra as medidas de austeridade do Governo.