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Obama no fogo cruzado entre opinião pública e altas chefias militares

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Obama no fogo cruzado entre opinião pública e altas chefias militares

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Barack Obama promete revelar nas próximas semanas a nova estratégia militar norte-americana no Afeganistão.

O presidente norte-americano reuniu-se ontem com o primeiro-ministro espanhol em Washington, num momento em que Jose Rodriguez Zapatero, como outros aliados internacionais, se encontram sob pressão da opinião pública nacional para acelerar a retirada dos militares do Afeganistão. Ontem o presidente norte-americano recordou que, “o objectivo principal das tropas no terreno permanece o de derrotar a Al Qaida e os seus aliados extremistas que possam lançar ataques contra os Estados Unidos ou os países aliados. Eu disse que era importante reavaliar a situação no terreno e é o que estamos a fazer não só do lado militar mas também a nível civil”. Obama vai reunir-se hoje pela quinta vez com o conselho de guerra para decidir se vai enviar os mais de 60 mil soldados adicionais exigidos pelas altas chefias militares. Em Março, o presidente tinha aprovado já o envio de 21 mil soldados suplementares para reforçar o combate contra os talibã junto à fronteira com o Paquistão. Obama encontra-se assim no fogo cruzado entre as exigências das altas chefias militares e os protestos da opinião pública. Oito anos após a intervenção militar o número de baixas militares e civis não pára de aumentar. O presidente enfrenta um dos mais difíceis testes do seu mandato, a nível interno mas também ao nível diplomático, quando a missão de paz internacional no Afeganistão continua longe dos seus objectivos. A Casa Branca negou ontem estar a proceder à mobilização, em segredo, de 13 mil soldados suplementares, afirmando que a decisão teria sido tomada pela anterior administração Bush.