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Mão de ferro sobre os manifestantes de Urumqi

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Mão de ferro sobre os manifestantes de Urumqi

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A Justiça chinesa condenou mais seis pessoas à morte por actos de violência durante os motins na capital de Xinjiang há três meses.

Três das seis penas capitais poderão ser comutadas em pena de prisão perpétua, dentro de dois anos, em caso de boa conduta. Com estas sentenças, sobe para doze o número de pessoas condenadas à morte desde o início dos conflitos entre a etnia chinesa Han e os uigures. A etnia dos condenados não foi revelada mas o nome dos detidos indica que são uigures, grupo turcófono e muçulmano, maioritário na província de Xinjiang onde vivem 20 milhões de habitantes. A violência em Urumqi começou a cinco de Julho após uma manifestação de uigures que exigiam explicações sobre o assassínio de dois operários numa fábrica do sul da China. Os motins que se seguiram provocaram a morte a 197 pessoas, na maioria chineses Han, segundo Pequim, que acusa os separatistas uigures de alimentar a tensão. A líder uigur no exílio, Rebyia Kadeer, considerou que as condenações “vão desencadear a ira da comunidade”.