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Presidente checo mantém reservas sobre Tratado de Lisboa

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Presidente checo mantém reservas sobre Tratado de Lisboa

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O presidente checo não cede às pressões de Bruxelas para que ratifique o Tratado de Lisboa até ao final do ano.

De visita a Moscovo, Vaklav Klaus reafirmou ontem as objecções à assinatura do documento, sublinhando que, “não está disposto a voltar atrás nas suas exigências”. Durante um encontro com o presidente russo, Klaus lembrou que, “continua a temer as consequências de um aprofundamento da integração na União Europeia, e que não é o único a exprimir tais reservas”. As declarações feitas em Moscovo soam a desafio para Durão Barroso, que tinha ontem advertido Praga para o risco de poder bloquear a reforma institucional dos 27. O primeiro-ministro checo Jan Fisher garantiu que o documento será ratificado até ao final do ano, não excluindo a possibilidade da realização de uma cimeira extraordinária dos 27 para tentar responder às exigências de Vaklav Klaus. A decisão está nas mãos do Tribunal Constitucional que deverá pronunciar-se nas próximas semanas, mas o presidente exige também uma derrogação à carta dos direitos fundamentais europeus como condição para ratificar o Tratado.