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Blair vê fugir apoios à nomeação à presidência do Conselho Europeu

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Blair vê fugir apoios à nomeação à presidência do Conselho Europeu

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Será Tony Blair presidente do Conselho Europeu, após a entrada em vigor do Tratado de Lisboa? O ex-primeiro-ministro britânico é o principal candidato, mas tem vindo a perder apoio. A lista de países que se opõem à nomeação é cada vez maior e Blair vê-se abandonado mesmo pela sua família política, os socialistas europeus.

A França começou a moderar o entusiasmo face à candidatura de Blair e apenas a Itália expressa bem alto o apoio. O chefe da diplomacia italiana, Franco Frattini, afirma que “Tony Blair é um líder credível e carismático, mas será preciso encontrar um largo consenso para a nomeação do presidente do Conselho para ultrapassar a resistência de alguns países”, mas garante que Roma aposta nesta candidatura. Blair é afectado pela implicação na guerra no Iraque mas também pelo facto de vir de um país que não pertence à zona Euro nem ao espaço Schengen. Na corrida estão outros nomes, como o primeiro-ministro luxemburguês, Jean-Claude Juncker. Para já as negociações vão decorrendo nos bastidores. Michael Spindelegger, ministro austríaco dos Negócios Estrangeiros, considera que ainda é cedo para tomar uma decisão, porque “não há uma verdadeira candidatura”. Interrogado sobre a existência de outros nomes, responde: “Claro, há muitas possibilidades e muitos nomes, mas não é hora de decidir”. A nomeação do presidente do Conselho Europeu terá se ser feita por unanimidade entre os Vinte e Sete. Mas sem Tratado de Lisboa a questão não se coloca. Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, deixou mais um apelo à República Checa para que encontre uma solução para o problema da ratificação, para que se possa terminar o processo e avançar com o trabalho.