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Operação contra os talibã no Paquistão provoca milhares de refugiados internos

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Operação contra os talibã no Paquistão provoca milhares de refugiados internos

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Com a ofensiva militar em marcha, cerca de 100 mil residentes do Sul do Waziristão fugiram das suas casas.

Muitos desses residentes registaram-se como refugiados internos com o intuito de receber protecção e ajuda humanitária. O êxodo de um quinto da população deve-se à ofensiva militar em grande escala lançada pelo exército paquistanês contra os talibã que controlam a área. Cerca de 30 mil soldados, a mando de Islamabad, combatem em três frentes. Têm o apoio do governo, de todos os partidos políticos do Paquistão e principalmente apoio monetário dos norte-americanos. Para Zahid Hussain, analista político, “estamos perante uma acção militar decisiva, que pode durar entre seis a oito semanas. A diferença entre esta operação e as anteriores levadas a cabo entre 2004 e 2008 no sul do Waziristão é que desta vez o exército está determinado a manter o controlo”. As zonas tribais no noroeste do Paquistão foram sendo controladas, de forma progressiva, pelos talibã, obrigados a abandonar o poder e a fugir do Afeganistão em 2001.