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Irão: Grupo sunita reinvidica atentado contra Guardiães da Revolução

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Irão: Grupo sunita reinvidica atentado contra Guardiães da Revolução

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O atentado contra os Guardiães da Revolução no Irão foi reinvindicado pelo grupo sunita Jundallah.

Esta manhã, a televisão estatal dava conta da morte de seis altas patentes do exército ideológico do regime iraniano. A ataque suicida fez, ao todo 31 mortos e 28 feridos, entre os quais dois importantes generais da força de elite iraniana e alguns líderes tribais. O atendado à bomba teve lugar em Pischin, na provincia de Sistan Baluchistão, no sudeste do país. Uma região que faz fronteira com o Paquistão e o Afeganistão, conhecida por ser um feudo sunita e base dos Jundallah, frequentemente ligados aos talibã e à Al-Qaida. Em Maio, o grupo foi responsável pla morte de 25 pessoas, num atentado a uma mesquita xiita na província fronteiriça. No entanto, os Guardiães da Revolução apontam o dedo aos Estados Unidos e acusam Washington de apoiar os grupos terroristas que atacam o regime de Teerão. Os parlamentares gritaram “Morte à America”. A Casa Branca condenou o atentado e negou qualquer implicação em actos terroristas. Os Guardiães, a força de elite leal aos princípios da revolução islâmica de 1979 controla o programa de mísseis iraniano e tem unidades terrestres, navais e aéreas. O atentado vêm aquecer ainda mais os ânimos entre o governo de Mahmoud Ahmadinejad e a oposição, um dia antes de Teerão discutir, na Áustria, o contestado programa nuclear.