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Guerra de poderes para controlar rede diplomática europeia

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Guerra de poderes para controlar rede diplomática europeia

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Com a entrada em vigor do Tratado Lisboa, a União Europeia terá uma rede mundial de embaixadas, sob comando do sucessor de Javier Solana. A Europa deixará de falar a várias vozes.

Qual a organização desta rede de embaixadas que será os olhos, os ouvidos e a voz da União? Quais as competências? E quem serão os seis mil funcionários? As questões são várias e os deputados europeus vão debruçar-se sobre o assunto a partir desta quarta-feira. Carlo Casini, presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais, afirma: “Há um objectivo de unidade do serviço, que deverá reunir uma série de actividades que hoje estão dispersas em diversos comissários, no Conselho Europeu e na Comissão e que deverão ter uma acção conjunta como se o Alto Representante fosse um verdadeiro ministro dos Negócios Estrangeiros. Recordo que na Constituição, que não foi aprovada pelos franceses e holandeses, o Alto Representante chamava-se ministro dos Negócios Estrangeiros para a Europa, para dar uma unidade à política externa. Mudámos o nome, mas os problemas no fundo são os mesmos”. O Tratado de Lisboa é vago sobre o assunto e cada instituição europeia tenta usar o seu poder para tentar controlar a futura rede diplomática. O Parlamento Europeu não fica de fora. O debate está ao rubro mas falta o tratado entrar em vigor.