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AIEA propõem saída para a crise do nuclear iraniano

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AIEA propõem saída para a crise do nuclear iraniano

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O director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) apresentou um projecto de acordo sobre o enriquecimento de urânio ao Irão, à França, aos Estados Unidos e à Rússia.

Foram dois dias e meio de difíceis negociações, em Viena. Mohamed El-Baradei está confiante. “Tenho muita esperança que as partes envolvidas vejam o quadro geral, que vejam que este acordo pode abrir o caminho à completa normalização das relações entre o Irão e a comunidade internacional”, disse o director-geral da AIEA. Os quatro países envolvidos têm até sexta-feira para aprovarem o projecto. O documento determina as modalidades e o meio de assegurar ao Irão, o combustível necessário ao reactor de pesquisa, que visa fabricar isótopos usados no tratamento de certos cancros. Segundo a proposta, o Irão deverá entregar à Rússia o urânio enriquecido a 3,5%, para que esta o enriqueça a quase 20 por cento. Este urânio será então enviado para França, que o transforma em corações nucleares, que servirão de combustível no reactor de pesquisa de Teerão. Desta forma, o Irão poderá desenvolver o tratamento do cancro, mas a margem de manobra para construir uma bomba nuclear fica reduzida. Teerão ficará apenas com 300 quilos de urânio, depois de entregar 1200 dos 1500 que possui. Para construir uma bomba são necessários dois mil quilos de urânio enriquecido a 90 por cento. A decisão cabe, agora, aos diferentes protagonistas. A grande dúvida é saber se o regime de Ahmadinejad abre mão do enriquecimento de urânio no próprio país.