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Paquistão fecha escola após atentados numa Universidade

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Paquistão fecha escola após atentados numa Universidade

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Todas as escolas do Paquistão foram encerradas, esta quarta-feira, e assim deverão permanecer, até, pelo menos, segunda-feira. A decisão foi tomada pelo governo federal, que receia novos ataques, após os dois atentados suicidas de terça-feira, na Universidade islâmica de Islamabad.

Milhões de estudantes ficam, assim, privados de aulas. “A decisão que o governo tomou é boa e má”, diz um aluno: “É boa porque pode ajudar a salvar muitas vidas. Mas é má porque é um desperdício de tempo, para os alunos. Têm de ser tomadas medidas adequadas para pôr fim ao terrorismo.” O combate ao feudo talibã, no Vaziristão do Sul, continua. O governo admite que a ofensiva poderá demorar mais tempo do que o previsto, tendo em conta o terreno montanhoso e de difícil acesso. Vinte e cinco mil militares participam na operação. Mas os cinco dias de combate já fizeram 100 mil deslocados, segundo as Nações Unidos. Número que pode ascender a 200 mil, estima o exército. Alguns, procuram refúgio junto de familiares, nos distritos vizinhos. Outros, estão à mercê da ajuda do governo e das agências internacionais. Segundo o exército, que regista 13 baixas, a ofensiva já provocou a morte a 90 talibãs. Estima-se que, no Vaziristão, estejam 10 mil membros do Movimento dos Talibãs do Paquistão, próximo da Al-Qaeda.