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Segunda volta das eleições afegãs ameaça agravar instabilidade no país


Afeganistão

Segunda volta das eleições afegãs ameaça agravar instabilidade no país

Os afegãos vão regressar às urnas no próximo dia 7 de Novembro. O anúncio foi feito ontem em Cabul, um mês depois do resultado da primeira volta das presidenciais ter sido ensombrado por vários casos de fraude.

A convocação de um novo sufrágio não oculta aquele que parece ser um novo fracasso nos esforços internacionais para pacificar o país. Nas ruas da capital, alguns habitantes mostram-se desiludidos: “Eu não vou voltar a votar, porque afinal a primeira volta não serviu para nada”. “Já começou a nevar em algumas partes do país e a insegurança aumentou. Penso que vai ser difícil organizar uma segunda volta em apenas 14 dias”. O presidente cessante e candidato à sua sucessão, Hamid karzai, cedeu ontem à pressão internacional para aceitar a convocação de um novo sufrágio. Após a recontagem dos votos, nenhum dos dois principais candidatos conseguiu ultrapassar a barreira dos 50% que garantia a vitória. O principal rival de Karzai, Abdullah Abdullah, derrotado na primeira volta, saudou ontem uma decisão que, segundo ele, “corresponde à vontade da maioria do povo afegão”. O sufrágio de dia 7 dá assim mais tempo a Barack Obama para negociar a nova estratégia militar para o Afeganistão, face às críticas da opinião publica. O presidente norte-americano, congratulou-se com a posição dos dois candidatos, que segundo ele, “reflecte um compromisso com os interesses do povo afegão e com o cumprimento da lei”. Mas oito anos após o início da intervenção militar no país, face ao aumento dos ataques dos Talibãs e sem uma nova estratégia militar internacional, o tempo de espera pelo novo sufrágio ameaça agravar quer a insegurança quer a instabilidade política no Afeganistâo.

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