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Bruxelas quer criar mercado comum on-line

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Bruxelas quer criar mercado comum on-line

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Fazer compras na internet não é tão fácil como parece, sobretudo, quando se trata de comprar noutro Estado membro. A Comissão Europeia constatou o problema. Um teste a nível europeu, para a aquisição de 13 mil produtos, revelou que em 60% dos casos a compra não se pôde realizar devido a problemas de registo do cliente, de pagamento e, sobretudo, de entrega.

Meglena Kuneva, Comissária europeia para o Consumo, explica: “Por exemplo, na Bélgica 66% dos bens procurados não estavam disponíveis on-line nos retalhistas nacionais, mas podiam ser encontrados noutro Estado membro. Podiam ser encontrados, mas não estavam necessariamente acessíveis. Nas actuais condições não é possível fazer compras on-line transfronteiriças. Não há um mercado retalhista europeu on-line mas 27 minimercados ineficazes”. Bruxelas quer acabar, por isso, com os obstáculos jurídicos ao comércio electrónico para benefício de empresas e consumidores, que passaram a ter uma escolha mais amplas e melhores preços. O sector está em pleno desenvolvimento e, no ano passado, 51% das vendas a retalho na Europa foram feitas via internet. Há três anos, este tipo de comércio rendeu 106 mil milhões de euros.