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Fabricante da taser admite riscos cardíacos

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Fabricante da taser admite riscos cardíacos

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A taser pode provocar problemas cardíacos. O fabricante norte-americano admitiu, pela primeira vez, que as descargas da pistola eléctrica podem afectar o coração das pessoas atingidas, embora de forma “extremamente fraca.”

No manual de utilização do engenho imobilizante pode agora ver-se as zonas onde as forças da ordem podem visar. O director-geral da Taser França, Antoine di Zazzo, explica: “Actualmente, é aconselhado evitar visar o peito, por diversas razões: porque há roupas e porque há pouco músculo. E porque há, eventualmente, um pequeno risco, se a pessoa tiver um ‘pacemaker’ dos antigos.” Um tiro de Taser permite imobilizar um indivíduo mediante uma descarga eléctrica de 50 mil volts, que provoca uma paralisia neuromuscular. Há anos que a Amnistia Internacional (AI) alerta para os perigos desta arma. Agora, Christophe Saint Martin, da Comissão de Armas da AI, garante: “A partir do momento em que mesmo a Taser Internacional reconhece o perigo sobre determinadas partes do corpo, como o busto, efectivamente vamos pedir ao ministério que recomende aos agentes, nos procedimentos de utilização, que evitem utilizar a taser nessas zonas.” Apresentada como uma pistola alternativa e menos perigosa do que as armas de fogo tradicionais, a taser não deixa de fazer vítimas. Segundo a Amnistia Internacional, entre 2001 e 2008, o engenho provocou a morte a 351 pessoas.