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Greve de 48h nos correios britânicos após ruptura das negociações

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Greve de 48h nos correios britânicos após ruptura das negociações

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Os trabalhadores dos correios britânicos lançam a partir de hoje uma nova vaga de protestos contra o plano de modernização da empresa pública.

Mais de 112 mil funcionários deverão aderir à greve de 48 horas iniciada esta madrugada, depois da direcção da empresa ter vetado a proposta dos sindicatos para aumentar os salários e melhorar as condições de trabalho. Para o responsável do sindicato das comunicações, “por detrás da recusa da Royal Mail está o ministro das actividades produtivas, Peter Mandelson, que pretende vingar-se, depois de termos derrotado o seu projecto de privatização da empresa”. Cedendo à pressão dos sindicatos, Mandelson tinha sido obrigado, no início do ano, a anular o projecto de privatizar 30% da empresa. A onda de greves que poderá prolongar-se até ao Natal ameaça agora agravar a situação financeira do Royal Mail, que desde que perdeu o monopólio do correio, regista perdas anuais de 10%. No parlamento, o líder da oposição conservadora, David Cameron, ironizava: “o governo diz que não há nenhuma relação entre as greves e o acto de cobardia que foi suspender a privatização, mas será que concorda comigo se eu disser que desde que o governo voltou atrás parece que a mobilização se intensificou”. O primeiro-ministro Gordon Brown, lembrou que,” o plano de modernização permitiu a criação de 40 mil postos de trabalho. O objectivo de Mandelson é o de fazer regressar o debate sobre o futuro dos correios à arena política”. Mas a estratégia do ministro provoca divisões mesmo entre os deputados trabalhistas. No braço-de-ferro, Mandelson não exclui a possibilidade de nomear uma comissão independente para resolver o conflito com os sindicatos.