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Bruxelas prepara saída gloriosa da crise em torno do Tratado de Lisboa

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Bruxelas prepara saída gloriosa da crise em torno do Tratado de Lisboa

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A União Europeia prepara um fim honroso para a crise em torno do tratado de Lisboa e da República Checa. O presidente checo Vaclav Klaus anunciou um acordo de princípio para ratificar o texto, depois de ter considerado satisfatória a proposta da presidência sueca da União.

Klaus é último líder europeu a não ter ratificado o documento. No início do mês tinha exigido uma derrogação à Carta dos Direitos Fundamentais, tal como o Reino Unido e a Polónia. O objectivo é evitar pedidos de indemnização por parte dos alemães expropriados e expulsos da Checoslováquia após a Segunda Guerra Mundial. Piotr Kaczynski, do Centro de Estudos europeus, considera que “Klaus não vai ganhar nada com tudo isto” e que “a negociação é apenas uma estratégia para no fim assinar o Tratado”. E explica: “Ele era de tal forma contra o texto, que não podia mudar de opinião de repente. Negociar foi a estratégia de saída”. A diplomacia pôs-se em marcha para encontrar uma solução que, ao que tudo indica, parece ter sido a inclusão das exigências num futuro tratado, como o de adesão da Croácia. Mas a Eslováquia já disse que quer as mesmas garantias. Bruxelas espera ainda a decisão do Tribunal Constitucional checo sobre a legalidade do tratado. Os europeus aguardam por uma resposta positiva que permitiria sair da crise na cimeira da próxima semana.