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Colapso da bolsa de Nova Iorque faz 80 anos

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Colapso da bolsa de Nova Iorque faz 80 anos

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A 24 de Outubro de 1929 dava-se a primeira crise financeira naquela, que ficou conhecida como quinta-feira negra. A Bolsa de Nova Iorque sofreu a maior queda da história. Era o início da Grande Depressão.

A descida a pique dos preços das acções gerou o pânico e o colapso financeiro. David Henderson afirma que “o crash de 1929 foi um momento assustador. Acredite ou não a minha família trabalhava aqui há cinco gerações. E esse período ocorreu no tempo do meu avô. “Quando se está no meio disto, parece que é o fim do mundo, é uma emoção extrema. As pessoas vêem tudo à volta de forma negativa. É claro, que no mercado bolsista as boas notícias e as más estão ligadas às emoções humanas” refere Teddy Weisberg. O caos instala-se depois da euforia dos anos 20. Período de expansão para o mercado de acções da Bolsa de Nova Iorque e que chega ao fim em 1929. Leena Akhtar do museu das Finanças Americanas mostra um jornal, que data de 25 de Outubro, um dia após o colapso da bolsa de Nova Iorque. “Repare que eles anunciaram bastante cedo o fim da crise.” 80 anos depois, os mercados financeiros voltam a viver dias de instabilidade. Richard Sylla, professor de História sublinha que “depois da lição tirada entre 1929 e 1933, as autoridades passaram a intervir massivamente para impedir que uma situação má se tornasse pior.” “Desde então, foi criado o New Deal, ao qual chamamos de estímulo. Este ano gastámos 700 mil milhões de dólares em estímulos e não criámos novos empregos” afirma Alan Valdes. Em oito décadas depois uma nova crise financeira volta a provocar o caos. Milhares de pessoas perderam o trabalho e a taxa de desemprego atingiu níveis recordes. Muitos defendem que o pior já passou, o passado aconselha prudência. Uma reportagem da enviada especial a Nova Iorque, Anna Bressanin.