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NATO muda estratégia da ISAF no Afeganistão

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NATO muda estratégia da ISAF no Afeganistão

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A NATO apoia uma mudança de estratégia da ISAF no Afeganistão. Uma posição defendida pelas chefias militares que querem centrar-se na formação das tropas afegãs e na defesa dos civis e não na luta aos talibãs e à Al-Qaeda.

A questão foi debatida pelos ministros da Defesa dos 28 países da NATO, reunidos em Bratislava, na Eslováquia. O novo secretário-geral da organização defendeu que a estratégia é essencial para acelerar o processo de transição e recuperar o apoio da opinião pública. Mas Anders Fogh Rasmussen especifica: “Não chegamos a um acordo para começar a transição, pois as condições não estão reunidas. As forças de segurança afegãs não são suficientemente fortes. Mas acelerar a transição, quando isso acontecer, não significa a retirada das tropas da NATO”. A NATO vai continuar no Afeganistão o tempo necessário para que o país não volte a ser um campo de treino da Al-Qaeda. Ficou, no entanto, por decidir o reforço das tropas, como pede o chefe da ISAF, o general americano Stanley McChristal. Os europeus recusam comprometer-se enquanto Washington não tomar uma decisão. Antes é necessário esperar a segunda volta das presidenciais. A NATO quer acelerar a formação das tropas afegãs também por questões financeiras pois, como explicou Anders Fog Rasmussen, “custa cerca de 50 vezes mais manter um soldado da NATO no Afeganistão do que um soldado afegão”. A Aliança Atlântica tem no Afeganistão 104 mil soldados, mas a resistência armada aumentou e a formação das tropas afegãs é lenta. A organização quer chegar aos 134 mil soldados afegãos no próximo ano. O objectivo é formar um exército com 400 mil homens.