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Redução fiscal suscita críticas na Alemanha

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Redução fiscal suscita críticas na Alemanha

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O próximo executivo alemão enfrenta as primeiras críticas. O acordo de coligação apresentado no sábado foi aprovado em congresso extraordinário do FDP. O partido liberal é dirigido por Guido Westerwelle que, manda a tradição, vai chefiar a diplomacia de Berlim. Mas o seu cavalo de batalha é a redução da carga fiscal. Westerwelle arrancou do parceiro de coligação o compromisso de poupar aos contribuintes 24 mil milhões de euros por ano.

Os democratas-cristãos da CDU e da CSU votam esta segunda feira o pacto selado entre Guido Westerwelle e Angela Merkel, que se mantém na chefia do governo. A chanceler alemã vai ter de enfrentar um exercício delicado. No acordo de coligação não é explicado como vai ser financiada a descida dos impostos. As críticas chovem de todos os quadrantes, inclusivemente da imprensa. A capa do Der Spiegel alerta para um início de mandato escorregadio. A Alemanha enfrenta um processo de défice excessivo por parte da Comissão Europeia mas o próximo ministro das finanças, Wolfgang Shäuble, já fez saber que o equilíbrio das contas públicas será impossível esta legislatura. Outro dos pontos criticados do acordo de coligação é o apoio dado a um projecto do grupo industrial BASF relativo a uma batata geneticamente modificada. O tubérculo deverá ser utilizado como matéria-prima para produtos transformados, nomeadamente o papel.