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Eurobarómetro: Pobreza preocupa europeus

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Eurobarómetro: Pobreza preocupa europeus

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Os europeus estão preocupados com a pobreza e 73% considera que se propagou nos respectivos países. É a conclusão do Eurobarómetro sobre pobreza e exclusão social, divulgado pela Comissão Europeia.

Mas a visão varia. Cerca de 90% dos húngaros, búlgaros e romenos considera que a pobreza é generalizada. Opinião expressa também por 88% dos portugueses. Um valor acima da média europeia (73%) e longe dos suecos (37%), cipriotas (34%) e dinamarqueses (31%) que consideram que a pobreza não aumentou. Swa Schyvens tem 52 anos, trabalha para uma rede flamenga de luta contra a pobreza. Vive em Antuérpia, num bairro social, com os quatro filhos. A pobreza conhece-a desde pequeno e explica que é mais do que ter fome ou não ter casa: “É também a exclusão social, a falta de participação na sociedade e isso é evocado frequentemente. A pessoa não pode fazer nada e não sabe nada. A pobreza alastra no interior da própria pessoa”. O estudo revela também que o desemprego, os baixos salários, ajudas sociais e pensões, a falta de educação e formação profissional são as principais causas apontadas para a pobreza. Christine Kotarakos, da comissão do Ano europeu contra a pobreza, que se assinala em 2010, afirma que a visão dos europeus reflecte a realidade, com uma certa margem de erro. Que quando se fala do risco de pobreza as pessoas pensam nos rendimentos, mas “a pobreza pode depender de um grande número de factores”. Nove em cada dez europeus querem acções dos governos nacionais, isto numa altura em que 80 milhões de pessoas na Europa, ou seja, 16% da população, vive abaixo do limiar da pobreza.