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Karadzic falha primeira audiência


Bósnia-Herzegovina

Karadzic falha primeira audiência

O primeiro dia do julgamento de Radovan Karadzic ficou marcado pela ausência do réu. O antigo chefe político dos sérvios da Bósnia-Herzegovina não compareceu na sala de audiências do Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia, na cidade holandesa de Haia.

Um dos seus conselheiros jurídicos explicou que Karadzic “não pretende boicotar o julgamento”. A ausência prende-se com o facto de ainda não estar preparado pelo que também vai faltar à sessão de hoje. Radovan Karadzic pretende assegurar a sua própria defesa e tinha pedido um adiamento do início do julgamento para estudar o processo. O TPI recusou e face à ausência do réu o juiz pode nomear um advogado oficioso ou julgar Karadzic à revelia. Em Srebrenica, onde foram massacrados cerca de oito mil homens e crianças de confissão muçulmana, os populares afirmam que o réu não devia estar em Haia. “Ele devia era ser trazido aqui para enforcado junto a estas sepulturas” reclama um bósnio que perdeu 32 familiares no massacre de 1995. Em Belgrado, num café nacionalista que Karadzic frequentou durante os onze anos que andou a monte, a opinião é diferente. Alguns cidadãos sérvios questionam a utilidade do julgamento porque consideram que não vai ser justo e que o TPI não é um tribunal sério. Radovan Karadzic arrisca uma pena de prisão perpétua. O réu é acusado de crimes de guerra e contra a humanidade cometidos durante a guerra na Bósnia-Herzegovina, de 1992 a 1995. A justiça internacional busca ainda Ratko Mladic, o chefe militar dos sérvios da Bósnia naqueles anos sangrentos.

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