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Cimeira Europeia: Tratado de Lisboa e clima dominam primeiros debates

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Cimeira Europeia: Tratado de Lisboa e clima dominam primeiros debates

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Chegou a hora de sair do impasse checo. O primeiro-ministro Jan Fischer estará no centro das atenções na cimeira europeia desta quinta e sexta-feira. A ratificação do Tratado de Lisboa está dependente do presidente checo, mas Vaclav Klaus não foi a Bruxelas, embora seja a estrela da reunião ao exigir uma derrogação da Carta de Direitos Fundamentais, anexa ao tratado, para ratificar o documento.

Klaus quer impedir os pedidos de indemnização por parte da minoria germânica expropriada e expulsa da Checoslováquia após a Segunda Guerra Mundial. Os Vinte e Sete parecem perto de uma solução legislativa que permita terminar ceder às exigências de Praga, terminar o processo de ratificação e avançar, por exemplo, para as nomeações para os cargos criados pelo tratado. As especulações estão ao rubro, mas Fredrik Reinfeldt, primeiro-ministro sueco e actual presidente da União, garante que “sem uma clarificação sobre a ratificação, não haverá um debate sobre os nomes, nem mesmo a nível informal, porque é desnecessário abrir um processo se não sabemos quando acaba”. A cada dia que passa aumenta a lista de eventuais candidatos aos postos criados pelo Tratado de Lisboa. Jean-Claude Juncker, primeiro-ministro luxemburguês, é um dos nomes mais visíveis mas não é consensual, tal como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, cuja candidatura foi defendida mais uma vez por Londres. Antes da cimeira, Gordon Brown, chefe do governo britânico, afirmou que Tony Blair é um excelente candidato à presidência da União, que será o candidato britânico e terá o seu apoio. Mais difícil serão os debates sobre o clima. Os Vinte e Sete não se entendem sobre o montante das ajudas aos países pobres para fazer face às mudanças climáticas nem sobre a forma de dividir a factura. Nove países de Leste não querem pagar o mesmo que os restantes parceiros. A pressão aumenta sobre o clube europeu. A seis semanas da cimeira de Copenhaga, as ONG pedem acções imediatas.