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Clima de tensão na cimeira dos 27 sobre aquecimento global

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Clima de tensão na cimeira dos 27 sobre aquecimento global

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O clima entre os 27 vai estar ao rubro a partir desta tarde, durante a cimeira em Bruxelas destinada a encontrar um acordo para financiar as medidas de combate ao aquecimento global.

A quase dois meses da cimeira ambiental de Copenhaga, vários países continuam a exprimir reservas sobre os custos das medidas a implementar para diminuir a emissão de gases com efeito de estufa. Para um responsável da organização ecologista Greenpeace, “o acordo está no fio da navalha. Países como o Reino Unido, a Dinamarca e a Holanda estão prontos a pôr dinheiro sobre a mesa. Mas Alemanha, França, Polónia estão a semear a divisão. E é importante que estes países se decidam a abandonar as reservas”. Mas o principal tema de discussão arrisca-se a ser a ratificação do Tratado de Lisboa pela república Checa e as novas exigências do presidente Klaus para assinar o documento. Um impasse que pode atrasar a implementação de várias reformas na UE, mas que não evita as discussões de bastidores sobre quem será o próximo presidente da União. Para um analista político, “se Tony Blair é para muitos a personificação de um presidente com poder, mais visível e de alto nível, Jean Claude Junker é visto como um homem que sabe construir consensos e chegar a acordos… Há outros nomes que podem surgir à última hora. Por vezes as candidaturas avançadas demasiado cedo arriscam-se a perder terreno e a serem ultrapassadas”. Segundo algumas fontes, o governo britânico terá lançado uma verdadeira ofensiva diplomática para convencer os 27 a apoiar a candidatura de Blair. Desde terça-feira, que o primeiro-ministro luxemburguês e presidente do eurogrupo está também na corrida à presidência da UE.