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Comunidade internacional em xeque no Afeganistão

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Comunidade internacional em xeque no Afeganistão

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O ataque em Cabul que fez cinco mortos entre os funcionários das Nações Unidas foi mais uma prova da vitalidade dos talibãs que ameaçam intensificar os actos de violência até à segunda volta das presidenciais agendada para 7 de Novembro. O ataque de quarta-feira no centro da capital afegã mostra como os insurgentes se movem à vontade num país que permanece falido apesar da mobilização internacional.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o atentado e classificou-o de injustificável. Mas os talibãs consideram estas acções como actos de uma guerra que começa a pender para o seu lado. As chefias militares americanas pediram ao presidente Obama um reforço de 40 mil homens para contrariar o ascendente talibã. Mas o inquilino da Casa Branca tarda em tomar uma decisão que é esperada antes de 11 de Novembro. A segunda frente de batalha da guerra contra os talibãs é no vizinho Paquistão. A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, chegou a Islamabad esta quarta-feira para uma visita de três dias e prometeu ao governo paquistanês a ajuda necessária para ganhar a guerra contra os extremistas islâmicos. Horas antes da chegada da chefe da diplomacia americana ao Paquistão, um atentado num mercado de Peshawar fez quase uma centena de mortos de mais de duzentos feridos. Uma mensagem sangrenta à atenção de Washington.