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Talibã apertam o cerco a Obama

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Talibã apertam o cerco a Obama

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Um dia depois dos mais recentes atentados no Afeganistão e Paquistão, Washington afirma que não vai ceder à vaga de violência dos talibã na região.

A cidade paquistanesa de Peshawar foi palco ontem do mais violento atentado dos últimos dois anos no país. Uma viatura armadilhada explodiu num mercado na zona velha da cidade provocando pelo menos 106 mortos e mais de duas centenas de feridos. A acção ocorreu num momento em que a Secretária de Estado norte-americana realiza uma visita de três dias ao país, para apoiar o governo na luta contra os grupos armados na região do Sul do Waziristão. Hillary Clinton deslocou-se hoje a Lahore, na região do Punjab, para apresentar o plano de Washington de triplicar a ajuda económica ao Paquistão nos próximos cinco anos. Um anúncio que, para os analistas, está a inflamar a violência na região. No vizinho Afeganistão e a duas semanas das presidenciais, os Talibã reivindicaram ontem um atentado contra uma casa de hóspedes da ONU em Cabul. Pelo menos 13 pessoas morreram, a maioria funcionários das Nações Unidas. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o atentado e classificou-o de “vergonhoso” e “injustificável”. Os Talibã assumiram ontem que a acção tem por objectivo perturbar o sufrágio de dia 7 de Novembro. Noutra acção, vários rockets foram disparados contra um hotel internacional em Cabul, sem provocar vítimas. Os atentados surgem num momento em que Washington continua a discutir a possibilidade de enviar mais tropas para o Afeganistão. Barack Obama poderá anunciar a nova estratégia militar para o país no próximo dia 11.