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Decisão histórica coloca Chirac face à Justiça

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Decisão histórica coloca Chirac face à Justiça

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Os franceses reagem de forma mitigada ao face-a-face do mais popular dos ex-presidentes com a Justiça.

Numa decisão sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial, a juíza Xavière Simeoni ordenou que Jacques Chirac compareça em tribunal para responder a acusações de desvio de fundos e abuso de confiança quando era presidente da Câmara de Paris. Uma parte da esquerda aprovou a decisão. O presidente Nicolas Sarkozy absteve-se de comentários. Nos arredores da residência de Chirac, em Paris, há quem defenda que “é difícil julgar alguém 30 anos depois dos factos” ou mesmo que “há coisas mais importantes para a população”. Outros consideram que “se ele cometeu erros, deve ser julgado como qualquer cidadão”. Uma vizinha de Chirac diz mesmo que “não há razão para que um ex-presidente esteja isento dos deveres dos restantes cidadãos. Se ele for inocente, será ilibado”. O caso diz respeito à alegada criação de empregos fictícios durante os anos de Chirac na Câmara de Paris, entre 1977 e 1995. Até 2007, Chirac beneficiou de 12 anos de imunidade como ocupante do Eliseu. A decisão de Simeoni contraria o Ministério Público, que tinha pedido o arquivamento do processo que considera prescrito.