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Ecologistas pressionam delegações que preparam cimeira sobre o clima

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Ecologistas pressionam delegações que preparam cimeira sobre o clima

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“Salvem o clima”: o slogan da Greenpeace ocupava hoje a Catedral da Sagrada Família, em Barcelona. Uma acção espectacular para marcar o início da última série de negociações antes da cimeira de Copenhaga sobre o clima, que decorre na capital catalã.

Pressão suplementar sobre Washington, que propõe reduzir 17% das emissões poluentes até 2020 face aos níveis de 2005. Damon Moglen, da Greenpeace americana afirma: “Os Estados Unidos, como maior poluidor mundial, têm uma responsabilidade especial. O projecto-lei apresentado no Congresso não é suficiente para fazer face às mudanças climáticas. O presidente precisa de se envolver e dirigir pessoalmente os negociadores para que se consiga chegar a um acordo”. A capital catalã acolheu também protestos da Oxfam e da WWF. As organizações ecológicas consideram que ainda é possível chegar a um acordo se os líderes quiserem. Após dois anos de debates e a um mês da cimeira, não há um acordo para substituir o Protocolo de Quioto, após 2012. As propostas de redução das emissões poluentes ficam aquém dos objectivos fixados pela ONU e o montante das ajudas aos países pobres provoca sérias divisões. A ONU já não acredita ser possível chegar a um acordo total. Yvo de Boer, responsável da ONU para o dossiê, afirma “Copenhaga é mais uma etapa. Haverá mais negociações após a cimeira, mesmo que o encontro seja um sucesso”. A União Europeia é o exemplo das divisões. Os Vinte e Sete consideram que os países pobres vão precisar de cem mil milhões de euros por ano, entre 2012 e 2020, para fazer face às mudanças climáticas, mas não revelam o montante da contribuição e não sabem como dividir a factura.