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Ferstival do cinema submarino, com 140 obras

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Ferstival do cinema submarino, com 140 obras

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“The Great Tide” venceu a Palma de Ouro do Festival Mundial de Imagens Sub-marinas.

Mais de 140 filmes de 54 países concorreram à 36a edição deste festival que, este ano, deixou Antibes, para se instalar em Marselha. Foi criado por um mergulhador, Daniel Mercier que este ano, usou critérios mais abrangentes: “É um festival aberto a todos os que têm talento e que são capazes de fazer imagens, sobre todas as formas que se possam imaginar. Depois, aberto também aos profissionais, às televisões, que têm uma maneira diferente de ver as coisas. Mas também é aberto a todos os que nos procuram, porque queremos descobrir novos talentos, encorajar os jovens a realizar imagens, a usar a imaginação”. Outro filme premiado foi o documentário alemão, que reporta a perseguição feita a um monstro de água doce, o peixe-gato. Foi premiado com a Palma de Prata. René Heuzey, operador de imagem submarina, apresentou dois filmes. Um sobre as baleias tubarão e outro sobre golfinhos. “É um filme que eu fiz benevolamente para uma associação que se chama “Murmúrio com as Baleias”. Uma forma de sensibilizar as pessoas, com belas imagens e música, é um pouco a nossa maneira de fazer passar a mensagem, para a necessidade de respeitar o ambiente”, diz o realizador. O outro,chama-se “Encontro” e descreve exactamente um encontro, entre um homem e uma comunidade de golfinhos. Um dos pontos altos do festival foi a noite dedicada aos filmes oceânicos. A rodagem do documentário de Jacques Perrin e Jacques Cluzaud durou quatro anos. Mobilizou muitos mergulhadores, técnicos e especialistas. Entre eles, está o oceanógrafo, François Sarano que apreciou o tempo gasto na produção: “Jacques Perrin deu-nos a mais formidável das vantagens. O tempo da aproximação, o tempo do respeito, o tempo da aprendizagem, o momento da relação máxima e isso foi formidável”. René Heuzey participou também na rodagem de “Oceanos”. Uma sequência particularmente marcante. “Foi o encontro com carangueijos, que aconteceu em Melbourne, na Austrália e no qual, todos os dias, eu via desfilar milhares de milhares de carangueijos. Eles deslocam-se uma vez por ano e o facto de ser lá, de estarmos presentes, deu-nos a impressão de vivermos num outro mundo. Pessoalmente, nunca tinha visto isto”. O filme “Oceanos” já tem estreia marcada, para 27 de Janeiro de 2010. A próxima edição deste festival vai decorrer de novo em Marselha, entre 27 e 31 de Outubro.