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Trabalhadores da Opel temem reestruturação

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Trabalhadores da Opel temem reestruturação

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Meses de negociações, mas a reestruturação da Opel volta à estaca zero. Depois dos acordos com a canadiana Magna, os trabalhadores das diferentes fábricas europeias não sabem o que lhes reserva o futuro.

Na Bélgica, a ameaça de encerramento paira sobre a fábrica de Antuérpia. O pessimismo imperava, esta quarta-feira, entre os funcionários. “A General Motors, na América, anunciou há muitos meses que queria fechar muitas fábricas na Europa. Por isso, a questão mais importante agora é saber qual o futuro da Antuérpia e dos outros colegas na Europa”, afirma um dos trabalhadores. Em Espanha, a marcha atrás da GM foi também uma surpresa. Mas a fábrica de Saragoça não parece ser das mais ameaçadas. Só no ano passado, foram aí construídos mais de 400 mil carros. O ministro da Indústria espanhol, Miguel Sebastián, diz que o mínimo aceitável é o equivalente ao acordo alcançado com a Magna. “O acordo que fechámos com a Magna é a nossa base. A partir dele podemos continuar a negociar, mas não vamos aceitar menos do que este acordo oferecia.” Já no Reino Unido, a notícia foi recebida com optimismo porque a passagem para as mãos da Magna não agradava aos trabalhadores. A marca-gémea britânica da Opel, a Vauxhall, emprega 5500 pessoas. Mas a sobrevivência da filial de Luton não está assegurada. Ainda assim, um porta-voz de um sindicato afirma: “Nunca quisemos deixar a GM e felizmente vai haver benefícios para as fábricas de Ellesmere Port e Luton.” A Opel tem fábricas na Alemanha, Reino Unido, Espanha, Bélgica, Polónia. A casa-mãe da marca já anunciou o corte de 10 mil postos de trabalho. Resta saber onde.