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Ucrânia: gripe é arma de campanha eleitoral

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Ucrânia: gripe é arma de campanha eleitoral

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Na Ucrânia, a febre do futebol cedeu à febre da gripe. Os adeptos muniram-se de máscaras para assistir ao jogo Inter de Milão- Dínamo de Kiev. A partida esteve em risco, depois das autoridades ucranianas terem proibido eventos públicos devido à epidemia que se está a transformar na principal arma da campanha para as presidenciais.

As farmácias são o indicador do medo das pessoas. Uma cliente desabafa: “Tenho gripe, mas não sei de que tipo, porque não me fizeram testes. Para já sinto-me bem, mas espero não contaminar ninguém.” Uma farmacêutica afirma que lhe foram prometidos antivirais, mas “os armazéns estão vazios e não há mais máscaras”. Devido à ruptura de stocks, a corrida às máscaras e às vacinas atravessa as fronteiras. Os ucranianos optam por ir às farmácias da Hungria, mesmo depois do governo ter desaconselhado as viagens. O ministério da saúde ucraniano confirmou esta quarta-feira a morte de 86 pessoas devido à gripe e a doenças respiratórias. Cinco mortes foram causadas pelo vírus H1N1. Desde Outubro, foram registados quase meio milhão de casos de gripe. Nas ruas, os militantes distribuem máscaras aos eleitores, enquanto os líderes partidários trocam acusações. Por exemplo, esta quarta-feira, o actual presidente, Viktor Yuschenko, acusou uma das principais rivais, a primeira-ministra Iulia Timochenko, de “negligência criminosa” por ter organizado um comício que poderia favorecer o contágio.