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Brown avança condições para permanência britânica no Afeganistão

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Brown avança condições para permanência britânica no Afeganistão

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Gordon Brown avisa o presidente afegão Hamid Karzai de que não está disposto a sacrificar soldados britânicos e exige medidas contra a corrupção e o reforço da segurança.

No entanto, e apesar de uma crescente resistência interna à presença de tropas britânicas no Afeganistão, Brown continua a defender a utilidade da campanha. Os mortos do Exército de Sua Majestade vão-se acumulando e o primeiro-ministro perde margem de manobra. “Não é fácil, as escolhas não são simples. Não há estratégia que não tenha riscos e perigos, mas essa é a responsabilidade da liderança, do Governo e das nossas forças armadas, fazer o que for necessário, por mais difícil, manter o povo britânico em segurança. Não devemos, não podemos nem vamos recuar”. Uma sondagem recente mostra que 35 % dos inquiridos quer que as tropas britânicas regressem a casa rapidamente. Enquanto isso, aumentam as vozes críticas à estratégia militar adoptada por Downing Street. Brown é o principal visado. “Na minha opinião, Gordon Brown usa demasiadas palavras. Ele esmaga-nos com uma série de factos e coisas assim e encosta-nos quase até à submissão. Até ao momento não estou convencido”. Um outra sondagem de opinião conclui que 57 % dos inquiridos acham que é impossível as tropas britânicas vencerem a guerra contra os insurgentes talibãs. Apenas 38% considera que vencer o conflito ainda é possível. Desde Outubro de 2001, o exército britânico perdeu um total de 230 homens no Afeganistão. Com a peda de 93 soldados, o ano de 2009 fica registado como o mais sangrento para tropas britânicas desde a guerra das Malvinas. A continuidade das baixas no conflito afegão põe cada vez mais em causa a corrida trabalhista às eleições que Gordon Brown é obrigado a convocar até Junho de 2010.