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Compromisso da UE no Afeganistão passa pela ajuda financeira

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Compromisso da UE no Afeganistão passa pela ajuda financeira

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Muito menos visível do que a presença militar, a ajuda à reconstrução é tão ou mais importante para conseguir a estabilidade do Afeganistão.

A União Europeia financiou, por exemplo, a barragem no río Kunduz, no Norte do país. Bruxelas investiu oito mil milhões de euros na reconstrução do Afeganistão, entre 2002 e 2010. Agora, os 27 comprometeram-se a enviar outros 700 milhões. A estabilização do país passa, forçosamente, pela segurança e para isso, a formação de um exército e o estabelecimento de um sistema judicial que respeite o Estado de Direito são cruciais. A Alemanha forma os policias e a Itália os juízes. Desde 2002, a Europa é o maior financiador da polícia afegã, com 200 milhões de euros já entregues e 18.300 polícias formados. Mas para a lei reinar, no Afeganistão, há que lutar contra a economia do ópio que alimenta a corrupção e o crime. Os britânicos lutam no terreno contra o tráfico de drogas. A União Europeia investiu ainda em projectos de desenvolvimento rural, nomeadamente para substituir as plantações de papoila. Entre 2002 e 2006, os 27 investiram 969 milhões de euros em projectos de reconstrução. Um esforço financeiro, humano e político muito importante por parte dos europeus que nem sempre obtem os resultados esperados. [