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Polícias de ambos os lados reencontram-se no sítio do Muro

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Polícias de ambos os lados reencontram-se no sítio do Muro

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20 anos depois da Queda do Muro, marcaram encontro na Porta de Brandenbourg. Günter Ziehe, e Peter Daube, partilham recordações preciosas. Antes dessa abertura da também chamada Cortina de Ferro, Günter e Peter eram polícias, em lados opostos.

No memorial de Bernauer Strasse, o resto do Muro testemunha a história. Günter Ziehe era membro da “Polícia Popular” em Berlin Leste. “Já havia agitação há um mês. Começou a 7 de Outubro, ou mesmo antes, mas de repente precipitou-se tudo, ninguém esperava”. Culminou na noite de 9 para 10 de Novembro de 1989. Nalgumas horas, centenas de berlinenses de Leste cercaram os postos dos guardas de fronteira, subiram para o muro e passaram para Berlim Ocidental. O ambiente de euforia era contagioso, como verificou o polícia, Peter Daube: “Havia a dúvida sobre o que se ia passar. Será que alguém ia cair, o que ia, na verdade acontecer, como é que iam reagir do outro lado? Não sabíamos absolutamente nada e acho, que logo no princípio, ninguém sabia responder à questão “o que vai acontecer a seguir”….Vai haver tiros? Os aliados vão intervir?” Antes dos acontecimentos, a aproximação do muro era punida a tiro. Tudo para impedir a fuga para a liberdade. Só que, depois de Abril de 1989, Erich Honecker, deu ordem aos guardas fronteiriços para “não recorrerem mais às armas para impedir a violação da fronteira da RDA” Mas o polícia de Leste, Günter Ziehe, tinha dúvidas quanto ao movimento da multidão…. “A situação não era fácil, e não sei, ainda hoje hesito…pessoalmente, sempre achei que se ia passar bem, que as pessoas iam ser racionais e, graças a Deus foi assim.” O Muro separou-os durante longos anos, mas foi graças a ele que ficaram amigos. E é assim há 20 anos.

O Muro de Berlim: pt.euronews.net/1989-2009