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Presença militar estrangeira de alto risco...e custos

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Presença militar estrangeira de alto risco...e custos

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No terreno desde 2001, as tropas estrangeiras pagaram um duro tributo à guerra no Afeganistão. Em oito anos, mil soldados morreram e desde o início de 2009 já foram registadas 400 baixas.

Uma situação de insegurança que se deteriora de maneira vertiginosa, tanto para as tropas estrangeiras como para os civis afegãos . No Afeganistão decorrem duas operações militares diferentes: – a operação “Liberdade Duradoura” dos Estados Unidos com 35 mil homens – e a operação da ISAF, na qual participam 68 mil soldados com mandato da ONU. Metade do contingente da ISAF é constituido por norte-americanos e o resto procede de 42 países diferentes. No Afeganistão trabalham em quatro zonas delimitadas sob comando da Alemanha no Norte, comando da França na região de Kabul, da Holanda no Sul e da Itália no Oeste. O Leste e o Sul do país são as zonas mais perigosas, onde se encontra boa parte da resistência talibã. No total, no Afeganistão, estão destacados 100 mil soldados estrangeiros, 90 mil soldados afegãos e 80 policias afegãos. Todos devem fazer frente, segundo algumas estimativas, a 20 mil combatentes talibãs. Nestas condições é difícil pensar em retirada das tropas estrangeiras, que também têm a missão de formar aos soldados afegãos. O exército do país devia contar, daqui até 2010, com 134 mil soldados. O general norte-americano McChrystal, comandante da ISAF pediu mais 40 mil soldados. Militares a destacar para as zonas Norte e Oeste do país, para onde os talibãs se deslocaram nos últimos meses.