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UE em pé de guerra com nomeações dos novos cargos

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UE em pé de guerra com nomeações dos novos cargos

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Massimo D’Alema ou David Miliband: as futuras nomeações para o posto de chefe da diplomacia europeia estão a ser negociadas nos corredores e os europeus estão apressados.

Massimo D’Alema, sessenta anos, é uma das principais figuras da oposição italiana mas conta com o apoio de Silvio Berlusconi. As hipóteses de nomeação são reduzidas, pois os países de Leste contestam o seu passado comunista. David Miliband é um nome cada vez mais evocado. O actual chefe da diplomacia britânica, com quarenta e quatro anos, permitiria aos socialistas controlar o principal posto da nova estrutura europeia. O nome de Miliband é por isso contestado pelos conservadores britânicos. Timothy Kirkhope afirma: “Actualmente, o nome Miliband é constantemente evocado. Mas seria desastroso do ponto de vista de um futuro governo conservador. Seria extremamente difícil ter o ex-chefe socialista da diplomacia a dizer-nos o que ele quer fazer com a nossa política externa”. Luta também para a presidência permanente do Conselho Europeu. Tony Blair perde a vantagem para Herman Van Rompuy. O ex-primeiro-ministro britânico é contestado pela política eurocéptica do Reino Unido e a guerra no Iraque. Mesmo a França e Alemanha, segundo fontes diplomáticas, preferem apoiar o chefe do governo belga. Herman Van Rompuy surge cada vez mais como o nome do consenso, depois de ter conseguido estabilizar a Bélgica após os conflitos entre francófonos e flamengos. As nomeações estarão no centro de uma cimeira este mês. Os líderes europeus terão de decidir qual o perfil de cada cargo, caso contrário o tratado de Lisboa não vai simplificar a União mas acrescentar um número de telefone aos três que já existem.