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América interroga-se sobre as razões do massacre de Fort Hood

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América interroga-se sobre as razões do massacre de Fort Hood

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Enquanto homenageia as vítimas, a América tenta perceber as razões que terão levado um psiquiatra do exército a matar a tiro treze soldados, na base militar de Fort Hood, no Texas.

As chefias militares garantem que o móbil deste acto ainda não é conhecido, apesar das especulações segundo as quais Nadil Malik Asan estaria mobilizado para partir proximamente para o Afeganistão. Esta psicóloga explica que “provavelemente tinha receios sobre o seu papel no serviço militar e sobre a sua mobilização para uma zona de conflito” O facto de ser muçulmano e de, segundo alguns testemunhos, ter gritado Ala Akbar – Deus é grande – em árabe, antes de disparar, está a deixar inquieta a comunidade muçulmana nos Estados Unidos. Um membro da mesquita que Malik Asan frequentava diz que “é injusto que as pessoas tirem conclusões pelo facto de ele ser muçulmano, se fosse católico não o fariam”, acrescentando: “Ele agiu individualmente e não representa a comunidade muçulmana”. O departamento de investigação criminal das forças armadas e o FBI abriram um inquérito, mas, por enquanto, não há acusações formais contra o major. O próprio presidente, Barack Obama, afirma que ainda é cedo para tirar conclusões.