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G20 debate criação de imposto para os bancos

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G20 debate criação de imposto para os bancos

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A reunião do G20 terminou sem grandes decisões mas com alguns compromissos.

Uma das questões que mais eco fez foi a ideia de criação de um imposto sobre as transacções financeiras internacionais que constitua um fundo de socorro. A proposta foi sugerida por Gordon Brown, que apareceu de surpresa em Saint Andrews, o local do encontro. O presidente do FMI Dominique Staruss-Khan explica: “Vamos agora ter que trabalhar sobre esta ideia. Estou contente que Gordon Brown tenha decidido apresentá-la. Vamos ter que fazer um relatório até à Primavera. Há muitas questões técnicas complicadas, mas penso que é legítimo – e essa foi a opinião também dos chefes de Estado e de governo em Pittsbourg – não podemos continuar num estado em que o sistema financeiro é tão arriscado, em que indivíduos correm riscos e quem paga é cada um de nós”. Mas se há ideias sobre quem poderá pagar a factura de futuras crises financeiras, sobre a factura da luta contra as mudanças climáticas ninguém se entende. Apesar de o país anfitrião da cimeira, o Reino Unido, ter insistido neste assunto, os grandes protagonistas preferiram deixar a discussão para Copenhaga. Wolfgang Schaueuble, ministro alemão das Finanças esclarece: “Estamos de acordo que as nações desenvolvidas pagam a maior parte da fatia para ajudar os países pobres, mas que os países emergentes tenham que pagar a sua parte é um assunto espinhoso”. De maior consenso é a decisão de manter os estímulos às economias, apesar de alguns sinais positivos de retoma. Os 20 acordaram ainda em desenvovler, no futuro, estratégias de políticas conjuntas de estimulo económico.