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Bélgica inquieta com eventual partida do primeiro-ministro

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Bélgica inquieta com eventual partida do primeiro-ministro

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Os belgas estão preocupados. O primeiro-ministro é favorito ao cargo de presidente da União Europeia e os belgas temem que o país recaia na instabilidade.

Em Bruxelas, as opiniões são unânimes. Um belga afirma: “Penso que seria mau para a Bélgica, porque mostrou ter competências governativas, mostrou ser indispensável e que consegue pacificar as diferentes comunidades”. Outra acrescenta: “Terei pena se Rompuy se tornar presidente da União. Vai significar instabilidade política na Bélgica. Será bom para a Europa mas mau para a Bélgica”. E um terceiro adianta: “É pacifista, não é um homem de conflito, antes pelo contrário, tenta conciliar todo o mundo, o que não é mau”. Herman van Rompuy, 62 anos, tornou-se primeiro-ministro belga há um ano. Após meses de instabilidade política conseguiu reconciliar francófonos e flamengos num governo. Um perfil de consenso que o favorece na corrida à presidência do Conselho Europeu. As negociações avançam nos corredores diplomáticos e as nomeações estarão no centro de uma cimeira nos próximos dias. Louis Michel, eurodeputado, antigo comissário europeu e ex-chefe da diplomacia belga, recusa ver a nomeação de Rompuy como uma perda para a Bélgica. Defende que nomeação de um belga para primeiro presidente do Conselho Europeu é, acima de tudo, um valor acrescentado para o país. Mais complexa é a nomeação do poderoso chefe da diplomacia europeia. David Miliband, ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, terá recusado o cargo, segundo o líder dos socialistas europeus. Há quem diga que a recusa não é definitiva, mas a confirmar-se aumentam as hipóteses do italiano Massimo D’Alema, embora os líderes europeus tenham de vencer as reticências dos países de Leste em entregar a diplomacia a um antigo comunista.