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Britânicos enterram mortos e ameaçam rever posição no Afeganistão

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Britânicos enterram mortos e ameaçam rever posição no Afeganistão

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Domingo da Memória na província de Lakshar Gar. Uma oportunidade para prestar homenagem aos mortos nas últimas batalhas.

Para muitos britânicos, o assassínio de cinco soldados do Reino Unido, na semana passada, num só atentado, é a última prova de tudo o que está errado com o envolvimento da Grã-Bretanha no Afeganistão. A confiança do público é algo que os chefes militares se têm esforçado para conseguir e sabem que sem ela, a campanha continua a ser duplamente difícil. Gordon Brown viu-se pressionado a pedir desculpas a uma mãe de luto, que o criticou por causa de uma carta de condolências em que ele terá escrito mal o nome do filho. A mulher afirmou acreditar que o filho não se teria esvaído em sangue até à morte se houvesse mais helicópteros disponíveis. O primeiro-ministro reconhece ter o dever de explicar a razão da permanência dos soldados no Afeganistão. Mas, na semana passada, emitiu um ultimato a Hamid Karzai – lidar com a corrupção ou a Grã-Bretanha revê a estratégia no terreno. Gordon Brown afirmou que “infelizmente, o governo do Afeganistão passou a ser sinónimo de corrupção. E ele não está preparado para colocar a vida de mulheres e de homens britânicos em nome de um governo que não luta contra a corrupção.” Os chefes das Forças Armadas admitem que o fracasso seria um desastre. Confrontados com a necessidade de uma decisão dolorosa, neste lento processo, os líderes da da NATO estão esperam alterar o rumo das coisas ao mudar de estratégia. Vão deslocar os soldados de bases expostas no interior para as cidade principais – uma táctica que visa proporcionar melhor protecção das populações urbanas. Mas, a táctica pode resultar em mais cenas como o repatriamento dos corpos e funeral dos combatentes mortos num atentado no Afeganistão.