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Comemorações da Queda do Muro de Berlim encerram em apoteose

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Comemorações da Queda do Muro de Berlim encerram em apoteose

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Uma festa de aniversário com pompa e circunstância. Cerca de 100 mil pessoas, entre anónimos e líderes políticos internacionais, reuniram-se para festejar o vigésimo aniversário da queda do Muro de Berlim.

A chuva não estragou o momento e o ambiente foi mesmo de calor humano. Os representantes das quatro potências aliadas que derrotaram os nazis na II Guerra Mundial atravessaram as Portas de Brandeburgo, símbolo da reunificação alemã, ao lado de Angela Merkel. Oriunda do Leste, a chanceler alemã já tinha dito que 9 de Novembro de 1989 foi o dia mais feliz da sua vida. Ontem, a liberdade foi a palavra de ordem. “A liberdade não se cria sozinha, mas tem sempre de ser defendida. “O que é a liberdade?” – perguntou Merkel. “O valor mais vulnerável da ordem política e social.” O concerto da orquestra mais antiga de Berlim começou à mesma hora que há 20 anos foi lido o comunicado autorizando a passagem dos alemães de leste. Na primeira fila, a chanceler, o presidente francês, o primeiro-ministro britânico e o ex-líder soviético Mikhail Gorbatchov. As imagens mostram Sílvio Berlusconi a dormir durante a cerimónia. O momento mais simbólico foi o desmoronar de um quilómetro e meio de dominós gigantes, colocados no antigo traçado do Muro de Berlim. Coube ao ex-presidente polaco e ex-líder do sindicato Solidariedade, Lech Walesa, dar o empurrão à primeira peça. Um gesto que simbolizou a queda do muro de Berlim há 20 anos e o fim formal da Guerra Fria. Líderes de todo o mundo estiveram presentes na cerimónia, incluindo os dirigentes dos 27. José Sócrates representou Portugal.