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Raptos de crianças florescem no Iraque

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Raptos de crianças florescem no Iraque

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O crime floresce no Iraque, ainda longe da estabilidade. Em partes de Bagdade onde o conflito armado e os atentados deixaram de fazer parte do quotidiano, algumas famílias são marcadas por outro tipo de tragédia.

Muntazer, de 10 anos, foi raptado no caminho da escola para casa e morto pelos sequestradores, depois de extorquirem 25 mil dólares à família. Entre lágrimas, a mãe de Muntazer, diz não compreender o crime, acrescentando que o filho “era uma criança inocente, que foi torturada”. Sem números oficiais, a percepção é de um aumento do número de raptos no país, sobretudo de crianças. O elevado desemprego e o fácil acesso a armas favorecem a criminalidade. Um representante do Ministério iraquiano dos Direitos Humanos explica que “os gangues criminosos não têm objectivos políticos, o principal objectivo é o crime e quando as autoridades desmantelam grupos armados ou terroristas, eles dedicam-se ao crime”. Apesar dos argumentos contrários das forças de segurança, a população defende que os sequestradores operam no Iraque com um elevado grau de impunidade.