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Abbas estende a mão ao Hamas

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Abbas estende a mão ao Hamas

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Cinco anos após a morte de Yasser Arafat, a situação no Médio Oriente está distante dos objectivos do líder da causa palestiniana.

Milhares de pessoas renderam hoje homenagem a Arafat junto ao mausoléu do antigo líder palestiniano em Rhamallah. Um aniversário marcado pelas profundas divisões entre os dois principais movimentos palestinianos e pelo impasse nas negociações com Israel. O presidente da autoridade palestiniana que ameaça demitir-se, apelou hoje a Israel que desmantele todas as colónias na Cisjordânia, estendendo a mão ao Hamas. “Nós queremos a reconciliação, porque o nosso povo tem de estar unido. Não estamos contentes com esta separação”, afirmou Mahmoud Abbas. Na faixa de Gaza, controlada pelo movimento islamita Hamas, todas as cerimónias evocativas da morte de Arafat foram proibidas. O apelo de Abbas arrisca-se a caír em saco roto, uma vez que as negociações entre os dois movimentos palestinianos, mediadas pelo Cairo, encontram-se suspensas há vários meses. Uma situação que não parece homenagear a memória de Arafat, que, da luta armada às discussões diplomáticas, defendia a criação de um estado palestiniano com Rhamallah como capital.