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Cimeira extraordinária a 19 de Novembro para atribuir novos cargos europeus

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Cimeira extraordinária a 19 de Novembro para atribuir novos cargos europeus

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As nomeações do presidente do Conselho Europeu e do Alto Representante para a Política Externa juntam os líderes europeus no dia dezanove em Bruxelas. Mas antes da cimeira extraordinária, os Vinte e Sete tentam chegar a um acordo, caso contrário as nomeações serão decididas por maioria qualificada, o que seria um golpe para o Tratado de Lisboa que deveria trazer unidade à Europa.

O presidente da União e primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfelt, reconhece ter muitos nomes e pouco cargos a preencher e afirma que vai continuar a falar com os vinte e seis parceiros, numa nova ronda de discussões, até à próxima quinta-feira. O favorito na corrida à presidência do Conselho Europeu é o primeiro-ministro belga. Herman Van Rompuy é visto como o homem do consenso depois de ter reconciliado os belgas. Na corrida continua o ex-chefe de governo britânico, embora Tony Blair possa pagar o apoio a Bush na guerra no Iraque que dividiu os europeus. Jean-Claude Juncker, primeiro-ministro luxemburguês, já obteve muitos consensos na União, mas o seu nome não agrada a todos devido à lenta reacção face à crise económica. Pragmatismo ou carisma: os líderes terão de escolher. Jean-Michel de Waele, da Universidade Livre de Bruxelas, afirma: “Penso que, actualmente, é preciso alguém pragmático e não alguém carismático. A Europa não está numa fase de grandes projectos, de grandes avanços, ela precisa de fazer funcionar as instituições e é preciso encontrar compromissos. Penso, por isso, que é melhor encontrar alguém tecnocrata, pragmático e pró-europeu e não alguém que tenha grandes projectos para o futuro nesta altura em que a máquina não funciona bem”. Dificuldades também em torno da nomeação do poderoso chefe da diplomacia. David Miliband, ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, destaca-se mas está indisponível para o cargo. Na corrida encontra-se também o ex-chefe de governo italiano Massimo D’alema, o actual chefe da diplomacia sueca, Carl Bildt, e o comissário europeu para o Alargamento, o finlandês Olli Rehn. Mas nos corredores diplomáticos há quem exija a entrega do cargo a uma mulher e a ex-chefe de diplomacia austríaca, Ursula Plassnik, está na linha da frente.