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Dia do Armistício - o longo caminhos dos franceses e dos alemães

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Dia do Armistício - o longo caminhos dos franceses e dos alemães

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A I Guerra Mundial, de 1914 a 18, mobilizou 60 milhões de soldados, provocou mais de oito milhões de baixas e matou mais de 10 milhões de civis e 20 milhões de inválidos. Este massacre aconteceu na Europa e a França foi o principal campo de batalha.

Foi provocada pela rivalidade entre as potências europeias, e o Tratado de Versailles não resolveu as causas do conflito. Humilhada pelas condições, a Alemanha acabou por mergulhar depois no belicismo do nacional-socialismo.

Entre a França e a Alemanha, as feridas foram profundas. Foi preciso esperar por 1962, aquando da visita do chanceler da RFA, Konrad Adenauer ao presidente francês, Charles de Gaulle, para os antigos inimigos começarem a virar a página de um século de guerras e rivalidades.

Em1984, no Memorial de Douamont, o presidente François Mitterrand e o chancellier Helmut Kohl, mão na mão, deram um novo sentido à reconciliação franco-alemã. Foi em Verdun, local de uma longa batalha sangrenta, de 21 de Fevereiro a 19 de Dezembro de 1916, entre alemães e franceses. Helmut Kohl recorda: “Foi espontâneo, não ensaiámos para dar a mão. Miterrand era mais velho e deu o primeiro passo e isso foi, para nós dois, por razões diferenets, um dos momentos mais emocionantes da nossa vida. .” Em 1998, o presidente francês, Jacques Chirac deu mais um passo. Convidou o recém eleito chancellier Gerhard Schroeder para as cerimónias do 11 de Novembro. Mas era cedo demais para Schroeder, que recusou. A cerimónia ficou para a história como a da celebração da vitória da França e do Reino Unido.