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Hamas proíbe homenagens públicas a Arafat

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Hamas proíbe homenagens públicas a Arafat

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Cinco anos depois da morte de Yasser Arafat, muitos palestinianos continuam a lamentar o desaparecimento do líder histórico.

Centenas de pessoas participaram esta noite numa vigília na cidade de Ramallah, junto ao mausoléu de Arafat, que continua a ser visto como o grande impulsionador do movimento por um Estado independente. Uma possibilidade que se anuncia cada vez mais difícil numa altura em que se mantêm as divisões no campo palestiniano e o sucessor de Arafat parece ter batido com a Porta. Mahmud Abbas, considerado como o único dirigente suficientemente carismático anunciou que não se recandidata à presidência. A ruptura entre a Autoridade Palestiniana e o Hamas dura desde 2007 quando os islamitas radicais expulsaram pelas armas os rivais do Fatah, que se isolaram na Cisjordânia. Em Gaza, os radicais islâmicos do Hamas proibiram a realização de cerimónias públicas para assinalar o quinto aniversário da morte de Arafat. As cerimónias de homenagem só puderam por isso ser realizadas à porta fechada, em casas particulares. O antigo líder palestiniano morreu aos 75 anos a 11 de Novembro num hospital militar francês, nos arredores de Paris.