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Candidaturas femininas a cargos europeus ganham fôlego a uma semana das nomeações

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Candidaturas femininas a cargos europeus ganham fôlego a uma semana das nomeações

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Poderá uma mulher ser nomeada para a presidência permanente do Conselho Europeu? Porque não Vaira Vike-Freiberga. A antiga presidente da Letónia diz estar pronta para o cargo.

A candidatura de Vike-Freiberga ganhou um novo fôlego graças a diplomatas, analistas e ao apoio da Federação Schuman, um poderoso grupo europeu de reflexão, que criou uma página internet para promover a nomeação da letã. Piotr Kaczynski, do Centro europeu de Estudos políticos, defende que “Vaira Vike-Freiberga é uma excelente negociadora, fala várias línguas, é uma líder nata e muito respeitada em toda a União. É um dos poucos políticos dos novos Estados membros que tenta ter uma carreira internacional”. Na cimeira extraordinária de dia 19, os líderes europeus terão também de nomear um chefe da diplomacia europeia e nos primeiros lugares da lista surge a antiga ministra austríaca dos Negócios Estrangeiros, Ursula Plassnik. Mas não é a única. Nos corredores diplomáticos é evocado também o nome de Anna Diamantopolous, actual ministra grega da Educação e ex-comissária Europeia para o Emprego e Assuntos Sociais. A presidência sueca da União Europeia deixou escapar nos últimos dias um comentário sobre a importância do equilíbrio dos sexos nas nomeações. Uma exigência reiterada pelo Lobbie europeu das Mulheres. Myria Vassiliadou defende que “em qualquer situação, se 52% da população ocupa apenas 20 ou 30% dos postos, por vezes só três por cento, isto não é proporcional e deve ser corrigido. Porque não para as mulheres?” Os homens ocupam a presidência da Comissão e do Parlamento Europeu e Bruxelas corre o risco de ser ainda mais masculina. Durão Barroso está insatisfeito. A futura comissão poderá ter só uma ou três mulheres, enquanto até agora tinha oito, num leque de 27 comissários.